Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

Oficina de Poesia (Sergio Vaz)







"o que é poesia?" O menino me perguntou.
"Poesia é a forma diferente de olhar as coisas."
Eu perguntei:
" o que tem na minhas mãos?"
"Água." Todos responderam.
Perguntei de novo
" o que tem nas minhas mãos?"
"água."
Perguntei mais uma vez, só que desta vez alguém lá no fundo disse
"mar"
do outro lado alguém disse
"Chuva"
"enchente"
"lágrimas"
"Vida"
"suor"
"refrigerante"
"suco"
"banho"
etc.
etc.
etc.
Aí, eu disse:
"Pera lá, mas agora pouco não era só um copo de água?"
"ha, ha, ha, ha, ha, ha..."
E todos nós rimos como se a dor não existisse.
E a água da poesia quase afogou meus olhos.
O Coração já tinha transbordado há muito tempo.






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