Mulher Sem Limites (Romance de Flor) (Emanuel Galvão)

Imagem
Você já figura no meu coraçãoDescalça e sem roupa como num salãoTão bela e tão doce, mulher sem limitesQuem dera que fosse... E assim exististesDançando ao ritmo de minha pulsação.Não cabes em rótulos, por que caberias?Palavras ou versos, talvez te seduza...Então, só então, tu abras tua blusaE ardente, insana, tu permitiriasVolúpias intensas de terna paixão.Porque minha pele não te resistiriaEs bela não nego, sou tão negligenteForas apenas bela, mas és inteligenteNão encontro virtude que assim a alcanceMelhor te amar, assim de relanceSem ilusões, sem juras de amorRomance de flor, sem dor sem espinhoCaindo as pétalas, restará: odor e carinhoAssim em meu sonho, te possuo inteiraTe amando pleno, não de qualquer maneira.
Copyright © 2020 by Emanuel Galvão
All rights reserved.

*Foto by: Ana Cruz

COMPRAR LIVRO


Livro: Flor Atrevida - Poesias - 110p
Autor: Emanuel Galvão
Editora: Quadrioffice
Ano: 2007 

Valor: R$ 39,00 (Despesas de frete já inclusas)

Obrigado a todos que adquiriram meu livro!
ESGOTADO


Click no botão abaixo




Fazer-se poeta e tornar-se poesia

Fazer-se poeta e tornar-se poesia, esses são os principais objetivos contidos no livro de Emanuel Galvão. Em cada poema seu, acredito, não é a mulher amada que precisa ser seduzida, mas a palavra revolta e insubordinada. Em diversos momentos para conquistá-la, domá-la o poeta convoca seus mestres e nos remete a um prazeroso diálogo entre amigos: só com poesia, se conquista a palavra. Aos poucos, com grande volúpia e talento, Emanuel envolve sua matéria, tornando-a sua amante, mostrando-nos suas essências e desnudando seus encantos. O poeta faz arte como quem faz amor: “Vício ou Ofício?”.
Dessa paixão ardente nascem os mais diversos poemas e em plena cumplicidade falam sobre as belezas e as mazelas da vida. O poeta e sua musa - a palavra - sabem que tudo é matéria para a poesia. Mas nós sabemos que, aqui, sem o poeta e sem a palavra, toda matéria seria vazia. A palavra foi seduzida pelo poeta ou foi o poeta seduzido pela palavra?


ANDRÉA PEREIRA MORAES
CRÍTICA LITERÁRIA
GRADUADA EM CIÊNCIAS SOCIAIS
MESTRE EM LITERATURA BRASILEIRA
DOUTORANDA EM LITERATURA BRASILEIRA
/UFAL

AO LEITOR.

Você, que certamente vai ler esse livro, cuidado!  Nele há uma magia, a magia das palavras que quando juntas, jogadas umas com as outras, nos rebocam para si.

Ler “Flor Atrevida” é como montar um pássaro e seguir seus passos levitando sobre a vida, sobre o amor, sobre a pureza da sensibilidade e dos sentidos das palavras. É estreitar uma relação de paixão e amasiamento com as  palavras.

Emanuel tem um jeito atrevido e singular de traduzir em palavras suasutil e sublime relação com o feminino; valorizando-o, enaltecendo-o, dando-lhe o estato de divindade, próprio da sensibilidade poética.

Ele busca também na figura feminina os elementos necessários para a materialidade de suas poesias e nos convoca a adentrar, a levitar, a contracenar com ele a beleza, a riqueza, a sutileza de suas palavras.
É, assim, caro leitor que “Flor Atrevida” convida você para fazer uma viagem no mundo mágico e imaginário da poesia.

                        Boa leitura.
                       
Ana Cristina de Oliveira Souza

Pedagoga e Mestre em Educação Brasileira





Postagens mais visitadas deste blog

Os Votos (Sérgio Jockymann)

MEUS SECRETOS AMIGOS (Paulo Sant'Ana)

A FLOR E A FONTE (Vicente de Carvalho)

Pele (Emanuel Galvão)

Gritaram-me Negra (Victoria Santa Cruz)

VEM (Emanuel Galvão)

Da Calma e do Silêncio (Conceição Evaristo)