Mulher Sem Limites (Romance de Flor) (Emanuel Galvão)

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Você já figura no meu coraçãoDescalça e sem roupa como num salãoTão bela e tão doce, mulher sem limitesQuem dera que fosse... E assim exististesDançando ao ritmo de minha pulsação.Não cabes em rótulos, por que caberias?Palavras ou versos, talvez te seduza...Então, só então, tu abras tua blusaE ardente, insana, tu permitiriasVolúpias intensas de terna paixão.Porque minha pele não te resistiriaEs bela não nego, sou tão negligenteForas apenas bela, mas és inteligenteNão encontro virtude que assim a alcanceMelhor te amar, assim de relanceSem ilusões, sem juras de amorRomance de flor, sem dor sem espinhoCaindo as pétalas, restará: odor e carinhoAssim em meu sonho, te possuo inteiraTe amando pleno, não de qualquer maneira.
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*Foto by: Ana Cruz

Toda Matéria (Mírian Monte)

Foto by: Maria Thereza Monte Borges de Souza

Pode a morte ser como as velas
Navegando o Mucuripe
Da canção que ora é festa
Com refrão que sempre é triste
Ou a flor da moça bela
Arremessada do arrecife
Para flutuar nas ondas
Com a fé que ainda existe

Pode a morte ser o gozo
Ou o beijo dos amantes
Pode a morte ser desgosto
De lembrar como era antes
Pode a morte ser o sonho
Que não se realizou
Pode ser o desconforto
Do medo e do desamor

Sinto a morte percorrendo
Minhas veias e artérias
E por isso tenho pressa
De viver toda matéria
E até que eu pereça
Provarei cada sabor
E quem sabe aconteça
O que dizem ser amor

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