Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

Os Pés no Chão (Emanuel Galvão)




Sabe seu moço, eu aprendi uma palavra nova.
Uma palavra da moda, pra se falar de democracia.
Tem a ver com falsidade, essa tal de hipocrisia.
Serve para o poder prender gente sem prova,

Mas deve ter alguma outra serventia:
Tirar de circulação o que os “home” desaprova,
Prejudicar quem já está com o pé na cova,
Silenciar, quem sabe, alguma teimosia.

Seu moço eu sou pessoa simples, “ignorante”,
Mas, não vivo num mundo de fantasia.
Quero lançar também meu grito retumbante!

Sabe os de luta? Pertenço a essa categoria.
Sou talvez um pé na cova com pés no chão.
Seu moço, os oprimidos fazem a revolução.


Copyright © 2018 by Emanuel Galvão
All rights reserved.




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