Timidez - Eu Que Não Sei Falar de Amor (Emanuel Galvão)

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  Meu corpo deseja teu calor Volúpia que me faz enlouquecer Com fúria e sem nenhum pudor E a certeza de não te esquecer Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você As flores exalam seu olor Antes que possam fenecer O sol fornece seu calor Antes da noite o esconder  Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Talvez haja um pouco de temor Mas preciso então esclarecer Revelar-me parece libertador Senão, sou capaz de padecer Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Das paixões sou colecionador Mas você me fez amolecer Com seu jeitinho encantador E beleza que não posso descrever Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Escrever é algo desafiador Mas que se pode aprender Amante não tem procurador Ninguém pode substabelecer Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Menina te falo com muito ardor Para você jamais me esquecer Ser poeta ou ser um trovador Nem se compara em te satisfazer Eu que não sei falar de amor Resolvi es

Ao Góes (Emanuel Galvão)



“Plantei um pé de saudade
E nunca mais ele morreu”
                           mgóes


Ele vivia
driblando a solidão
mente sã
corpo não

era do tipo de poeta
que costura versos
com a linha do equador
eu costurei seus versos
num poema de amor


sua poesia nasceu para sentir,
e hoje mais do que nunca sente...
e sente muito
sua ausência
e Deus lhe deu
de presente um
pedaço de céu azul
escrito em baixo:

estrelado para cima.

ele que era como Deus
só que as avessas
escrevia torto
por linhas retas
foi recebido
por antigos poetas
e escritores:
Ascenso Ferreira,
Hermilo Borba Filho,

fez bonito frente
aos conterrâneos
Juarez Correia,
Luiz Berto

a doença ao Góes
entregou...
um poeta liberto.


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