Mulher Sem Limites (Romance de Flor) (Emanuel Galvão)

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Você já figura no meu coraçãoDescalça e sem roupa como num salãoTão bela e tão doce, mulher sem limitesQuem dera que fosse... E assim exististesDançando ao ritmo de minha pulsação.Não cabes em rótulos, por que caberias?Palavras ou versos, talvez te seduza...Então, só então, tu abras tua blusaE ardente, insana, tu permitiriasVolúpias intensas de terna paixão.Porque minha pele não te resistiriaEs bela não nego, sou tão negligenteForas apenas bela, mas és inteligenteNão encontro virtude que assim a alcanceMelhor te amar, assim de relanceSem ilusões, sem juras de amorRomance de flor, sem dor sem espinhoCaindo as pétalas, restará: odor e carinhoAssim em meu sonho, te possuo inteiraTe amando pleno, não de qualquer maneira.
Copyright © 2020 by Emanuel Galvão
All rights reserved.

*Foto by: Ana Cruz

Ao Góes (Emanuel Galvão)



“Plantei um pé de saudade
E nunca mais ele morreu”
                           mgóes


Ele vivia
driblando a solidão
mente sã
corpo não

era do tipo de poeta
que costura versos
com a linha do equador
eu costurei seus versos
num poema de amor


sua poesia nasceu para sentir,
e hoje mais do que nunca sente...
e sente muito
sua ausência
e Deus lhe deu
de presente um
pedaço de céu azul
escrito em baixo:

estrelado para cima.

ele que era como Deus
só que as avessas
escrevia torto
por linhas retas
foi recebido
por antigos poetas
e escritores:
Ascenso Ferreira,
Hermilo Borba Filho,

fez bonito frente
aos conterrâneos
Juarez Correia,
Luiz Berto

a doença ao Góes
entregou...
um poeta liberto.


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