Luzes Matinais (Italmar Lamenha de Albertim)



Vai a noite se escondendo pouco a pouco,
Mas, deixando seu orvalho em cada flor,
Em cada pétala imortal de toda cor,
Que me tortura de saudade e deixa louco.

Timidamente vem o sol e se apresenta,
Cativando quem se dispõe a conhecê-lo,
Seu calor energizante é todo zelo,
E já amigo, ao fim do dia se ausenta.

É assim com as pessoas que amamos,
Quando a morte atroz nos priva do convívio;
Seguem as flores que despencam dos seus ramos,

Subitamente, como em busca de um alívio;
Não mais partilham o mesmo ar que respiramos,
Porém, são luzes matinais por quem oramos.


Copyright © 2017 by Italmar Lamenha de Albertim
All rights reserved.





José Ferreira Galvão Neto e Emanuel Galvão















Comentários

POSTAGENS MAIS VISISITADAS

Gritaram-me Negra (Victoria Santa Cruz)

Eu não gosto de você, Papai Noel!... (Aldemar Paiva)

Eu Te Desejo (Flávia Wenceslau)

Olhos (Ademir João da Silva)

'Eu desejo que você consiga...' (Marla de Queiroz)

A FLOR E A FONTE (Vicente de Carvalho)

Elogio ao Desejo (Emanuel Galvão)

Da Calma e do Silêncio (Conceição Evaristo)