Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

Luzes Matinais (Italmar Lamenha de Albertim)



Vai a noite se escondendo pouco a pouco,
Mas, deixando seu orvalho em cada flor,
Em cada pétala imortal de toda cor,
Que me tortura de saudade e deixa louco.

Timidamente vem o sol e se apresenta,
Cativando quem se dispõe a conhecê-lo,
Seu calor energizante é todo zelo,
E já amigo, ao fim do dia se ausenta.

É assim com as pessoas que amamos,
Quando a morte atroz nos priva do convívio;
Seguem as flores que despencam dos seus ramos,

Subitamente, como em busca de um alívio;
Não mais partilham o mesmo ar que respiramos,
Porém, são luzes matinais por quem oramos.


Copyright © 2017 by Italmar Lamenha de Albertim
All rights reserved.





José Ferreira Galvão Neto e Emanuel Galvão















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