Luzes Matinais (Italmar Lamenha de Albertim)



Vai a noite se escondendo pouco a pouco,
Mas, deixando seu orvalho em cada flor,
Em cada pétala imortal de toda cor,
Que me tortura de saudade e deixa louco.

Timidamente vem o sol e se apresenta,
Cativando quem se dispõe a conhecê-lo,
Seu calor energizante é todo zelo,
E já amigo, ao fim do dia se ausenta.

É assim com as pessoas que amamos,
Quando a morte atroz nos priva do convívio;
Seguem as flores que despencam dos seus ramos,

Subitamente, como em busca de um alívio;
Não mais partilham o mesmo ar que respiramos,
Porém, são luzes matinais por quem oramos.


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José Ferreira Galvão Neto e Emanuel Galvão















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