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Mostrando postagens de Maio, 2014

Idade Para Ser Feliz (Geraldo Eustáquio de Souza)

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Existe somente uma idade para ser feliz.
Somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar, fazer planos e ter energia bastante para realizá-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.

Sobre a Perversidade (Marla de Queiroz)

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O perigo da perversidade é que ela é muito sutil. Um ser perverso jamais te atacará diretamente. Ele vai saborear cada silêncio calculado para despertar sua agonia. Ele vai tentar tolher seus lugares íntimos até que não reste qualquer espaço para manobras. Ele vai te seduzir da maneira mais irresistível e depois te tratar com um descaso inexplicável, como se algo de errado tivesse acontecido, mas sem te dar quaisquer indícios do que possa ter acontecido. Ele será carismático com os outros, prestativo, mas demonstrará impaciência em responder à sua mais simples pergunta. Ele vai oscilar entre o tesão e a indiferença. Você se sentirá desejada quando o sufoco tiver tomado toda a sua alma e, totalmente desamparada quando o desejo demonstrado parecer esvaído nos primeiros suspiros da manhã. E o dia seguinte se tornará um longo e agonizante ano. Ele parecerá espirituoso, depois irônico, mas estará sendo absurdamente crítico e sarcástico. E te deixará tão confusa que você, por momentos, não …

Canção Amiga (Carlos Drummond de Andrade)

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Eu preparo uma canção
em que minha mãe se reconheça,
todas as mães se reconheçam,
e que fale como dois olhos.

Identidade (Marta de Souza)

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Sou pequena,
Sou imensa,
Sou de aço e de flores.
Sou metade bobeira,
metade seriedade.

Dois e dois: quatro (Ferreira Gullar)

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Como dois e dois são quatro
sei que a vida vale a pena
embora o pão seja caro
e a liberdade pequena

Fim do Túnel (Rogério Dias)

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Pelo sorriso ocultado na cola da criança que pede esmola em frente ao palácio do imperador

Democracia (Zealberto de Paulo Jacintho)

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Quando canto o que sofre esse meu povo
sem trabalho, sem casa, sem comida,
sem direito a dispor da própria vida,
com certeza eu muito me comovo
e daqui desses versos eu promovo
um pedido gritante de protesto:
- Não eleja o homem desonesto, mostre que não aceita e não concorda que é o avesso do pano de quem borda é meu canto irritante e manifesto.

'Aproveitei os dois últimos versos de um poema do amigo Emanuel Lopes Ferreira Galvão, transformado-os em mote para esse decassílabo.'



Manifesto Pela Ocupação Amorosa dos Corações Vazios (André J. Gomes)

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E de agora em diante, fica estabelecido que todos os corações vazios, mal amados, partidos, abandonados ou tão somente subutilizados serão pacífica e amorosamente invadidos e ocupados pelo amor em todas as suas formas.