XVII (Guilherme de Almeida)




Eu em ti, tu em mim, minha querida,
nós dois passamos despreocupados,
como passa, de leve, pela vida, 
um parzinho feliz de namorados.

E assim vou, e assim vais. E, assim, unida
à minha a tua mão, de braços dados,
assim nós vamos, como quem duvida
que haja, no mundo, tantos desgraçados.

Um dia, para nós - não sei... quem sabe? - 
é bem possível que tudo isto acabe,
que sejas mais feliz, que eu fique louco...

Mas nunca percas, nunca mais, de vista
aquele moço sentimentalista
que te quis muito e a quem quiseste um pouco!

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