Timidez - Eu Que Não Sei Falar de Amor (Emanuel Galvão)

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  Meu corpo deseja teu calor Volúpia que me faz enlouquecer Com fúria e sem nenhum pudor E a certeza de não te esquecer Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você As flores exalam seu olor Antes que possam fenecer O sol fornece seu calor Antes da noite o esconder  Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Talvez haja um pouco de temor Mas preciso então esclarecer Revelar-me parece libertador Senão, sou capaz de padecer Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Das paixões sou colecionador Mas você me fez amolecer Com seu jeitinho encantador E beleza que não posso descrever Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Escrever é algo desafiador Mas que se pode aprender Amante não tem procurador Ninguém pode substabelecer Eu que não sei falar de amor Resolvi escrever para você Menina te falo com muito ardor Para você jamais me esquecer Ser poeta ou ser um trovador Nem se compara em te satisfazer Eu que não sei falar de amor Resolvi es

XVII (Guilherme de Almeida)




Eu em ti, tu em mim, minha querida,
nós dois passamos despreocupados,
como passa, de leve, pela vida, 
um parzinho feliz de namorados.

E assim vou, e assim vais. E, assim, unida
à minha a tua mão, de braços dados,
assim nós vamos, como quem duvida
que haja, no mundo, tantos desgraçados.

Um dia, para nós - não sei... quem sabe? - 
é bem possível que tudo isto acabe,
que sejas mais feliz, que eu fique louco...

Mas nunca percas, nunca mais, de vista
aquele moço sentimentalista
que te quis muito e a quem quiseste um pouco!

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