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Olhando o Mundo Com Pupilas de Poesia.

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 Apesar dos imprevistos que o cotidiano espalha pelo caminho como pedras súbitas, capazes de nos deter os passos e suspender o fôlego, eu permaneço. Com a mesma coragem indomável, com a ousadia que me acende por dentro, semeio utopias no escuro da terra e confio — há sempre um amanhecer à espera de quem insiste. Escolho olhar o mundo com pupilas de poesia: lentes invisíveis que transfiguram o peso em voo e o caos em constelação. É ela quem me sopra os segredos da magia e me ensina a atravessar abismos sem me perder de mim. Sobretudo nos dias em que o coração arde em silêncio, grita para dentro e nenhuma mão alcança, faço do próprio peito um farol aceso — e sigo, porque a esperança aprende comigo a nunca se apagar. Copyright © 2026 by Adriano Roberto Alves da Silva All rights reserved.

Serra da Barriga (Emanuel Galvão)

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Zumbi do alto da serra da barriga Não se entregou, nem se atirou. Zumbi foi traído e degolado E o foi, para ficar calado, Mas seu ideal não calou. Palmares não foi lenda Palmares foi realidade. Palmares não foi apenas berço Mesmo que o preto ou o branco Não compreendam Sua luta para além da eternidade. Palmares não foi apenas berço, Palmares foi ama de leite, Foi colo e barriga, Serra que ainda hoje abriga Sonhos de liberdade! *Do livro Elogio ao Desejo & Outras Palavras (página 101) Copyright © 2015 by Emanuel Galvão All rights reserved. *Foto Genisete Lucena Sarmento

'Existe Apenas Um Pecado...' (Khaled Hosseini)

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'Existe apenas um pecado, um só. E esse pecado é roubar. Qualquer outro é simplesmente a variação do roubo. Quando você mata um homem, está roubando uma vida, está roubando da esposa o direito de ter um marido, roubando dos filhos o direito de ter um pai. Quando você mente, está roubando de alguém o direito de saber a verdade. Quando você trapaceia, está roubando o direito à justiça. Entende? Não há ato mais infame que roubar.'

Ao Amor Antigo (Carlos Drummond de Andrade)

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O amor antigo vive de si mesmo, não de cultivo alheio ou de presença. Nada exige nem pede. Nada espera, mas do destino vão nega a sentença. O amor antigo tem raízes fundas, feitas de sofrimento e de beleza. Por aquelas mergulha no infinito, e por estas suplanta a natureza. Se em toda parte o tempo desmorona aquilo que foi grande e deslumbrante, a antigo amor, porém, nunca fenece e a cada dia surge mais amante. Mais ardente, mas pobre de esperança. Mais triste? Não. Ele venceu a dor, e resplandece no seu canto obscuro, tanto mais velho quanto mais amor.

'Na Parede...' (Eduardo Galeano)

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Na parede de um botequim de Madri, um cartaz avisa: Proibido cantar. Na parede do aeroporto do Rio de Janeiro, um aviso informa: É proibido brincar com os carrinhos porta-bagagem. Ou seja: Ainda existe gente que canta, ainda existe gente que brinca.

'Espero...' (Múcio Góes)

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espero nunca perder o viço nem minha mão o feitiço desse ofício da alegria e se for pra morrer que seja disso desse troço de fazer poesia