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Mostrando postagens de Junho, 2019

Mulher Sem Limites (Romance de Flor) (Emanuel Galvão)

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Você já figura no meu coraçãoDescalça e sem roupa como num salãoTão bela e tão doce, mulher sem limitesQuem dera que fosse... E assim exististesDançando ao ritmo de minha pulsação.Não cabes em rótulos, por que caberias?Palavras ou versos, talvez te seduza...Então, só então, tu abras tua blusaE ardente, insana, tu permitiriasVolúpias intensas de terna paixão.Porque minha pele não te resistiriaEs bela não nego, sou tão negligenteForas apenas bela, mas és inteligenteNão encontro virtude que assim a alcanceMelhor te amar, assim de relanceSem ilusões, sem juras de amorRomance de flor, sem dor sem espinhoCaindo as pétalas, restará: odor e carinhoAssim em meu sonho, te possuo inteiraTe amando pleno, não de qualquer maneira.
Copyright © 2020 by Emanuel Galvão
All rights reserved.

*Foto by: Ana Cruz

"Não Temos Muito o Que Conversar" (Majal-San)

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As esquinas não se fazem sós,
A Lua não brilha por si.
A brisa não refresca por nós,
A nota que desafina em Mi.

As curvas não se entortam alheias,
A ventania atordoa o pó.
Teus olhos não se retraem – anseias
A nota que desafina em Dó.

As vozes não se calam à toa,
A Poesia permanece de pé.
Teu sussurro deveras entoa
Uma nota que desafina em Ré.



*Veja mais do autor aqui

Romance em Construção (Emanuel Galvão)

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Olhou aquela mulher como se fosse a única.
Deixou de lado o medo e seu jeito tímido.  Parou defronte aquele ser belíssimo.  Tocou seus lindos lábios num beijo úmido.

Ela surpreendeu-se com a atitude súbita.  Ficou, atordoada, eu diria que atônita.  Levou as mãos à face e ficou estática.  Seu rosto iluminou-se de um brilho pálido.

Beijou-a novamente, firme, forte e rápido.  Antes que parecesse um ato patético.  O que de fato era um ato homérico. E quem observou achou até poético.

Seus pés cambalearam e ficaram flácidos.  Mas o seu coração batia tão frenético.  Nunca imaginou ser beijada em público.  Queria parar, mas era hipnótico.

Ele estava ali se sentido o máximo.  O que o assustava era um motivo estético.  E desistir então lhe parecia módico.  Os sentimentos puros que trazia tácito.  Então, declarou seu amor, fiel e impávido.  E a partir daí, deixou de ser, teórico.



Copyright © 2015 by Emanuel Galvão All rights reserved.

Elogio ao Desejo & Outras Palavras / Emanuel Galvão,