Mulher Sem Limites (Romance de Flor) (Emanuel Galvão)

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Você já figura no meu coraçãoDescalça e sem roupa como num salãoTão bela e tão doce, mulher sem limitesQuem dera que fosse... E assim exististesDançando ao ritmo de minha pulsação.Não cabes em rótulos, por que caberias?Palavras ou versos, talvez te seduza...Então, só então, tu abras tua blusaE ardente, insana, tu permitiriasVolúpias intensas de terna paixão.Porque minha pele não te resistiriaEs bela não nego, sou tão negligenteForas apenas bela, mas és inteligenteNão encontro virtude que assim a alcanceMelhor te amar, assim de relanceSem ilusões, sem juras de amorRomance de flor, sem dor sem espinhoCaindo as pétalas, restará: odor e carinhoAssim em meu sonho, te possuo inteiraTe amando pleno, não de qualquer maneira.
Copyright © 2020 by Emanuel Galvão
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*Foto by: Ana Cruz

Le Petit Poème Coquin (Parole: Emanuel Galvão / Traduction : Joseli Rêgo Lopes)



Le Petit Poème Coquin 

Je cherchais La poèsie
Mais elle est allée jouer dans mon enfance
Elle a joué le toupie dans mon clos
Alors  je suis allé a la lumière
De mon clos.

Mais la poèsie coquine
Elle a  volé tout ensemble a une cerf-volant et a  porté avec elle
La parole – matière première - 
Je ne comprenais pas pourquoi cette poésie- là était grande
Et la mienne était petite
J ‘ai bandé mes yeux et j ‘ai joué à la collin-maillard
Parce que si je sentais la parole, la rime
Je la prendrais tout de suite
Mais la poèsie coquine
Bien caché chez-moi
Apportais les bruits de son attente
-         Pour moi, ce n’est pas facile la trouver
Ni la séduire, ni la captiver -
Je l’ai cherché
Mais elle a eu jouer à cache-cache
Et je ne l’ai pas trouvé.

Copyright © 2015 by Parole: Emanuel Galvão / Traduction : Joseli Rêgo Lopes
All rights reserved.

Poeminha Traquino

Eu procurei a poesia
E tinha ela ido brincar na minha infância
Tinha ido soltar pião no quintal
Dirigi-me então para a claridade
Do quintal

Mas a poesia travessa
Levantou voo com a pipa e levou consigo
A palavra - matéria-prima -
Não compreendia porque era grande
E minha poesia era pequena
Vendei meus olhos brincando de cabra-cega
Para quando sentisse o verbete, a rima
A pegasse no repente, de repente
Mas a poesia traquina
Escondida na parte mais pura
De minha casa
Trazia os sons de sua espera
- Não me é fácil achá-la
Seduzi-la, cativá-la -
Eu procurei,
Mas ela foi brincar de se esconder
E eu não a encontrei.


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