Postagens

Mostrando postagens de Fevereiro, 2013

Mulher Sem Limites (Romance de Flor) (Emanuel Galvão)

Imagem
Você já figura no meu coraçãoDescalça e sem roupa como num salãoTão bela e tão doce, mulher sem limitesQuem dera que fosse... E assim exististesDançando ao ritmo de minha pulsação.Não cabes em rótulos, por que caberias?Palavras ou versos, talvez te seduza...Então, só então, tu abras tua blusaE ardente, insana, tu permitiriasVolúpias intensas de terna paixão.Porque minha pele não te resistiriaEs bela não nego, sou tão negligenteForas apenas bela, mas és inteligenteNão encontro virtude que assim a alcanceMelhor te amar, assim de relanceSem ilusões, sem juras de amorRomance de flor, sem dor sem espinhoCaindo as pétalas, restará: odor e carinhoAssim em meu sonho, te possuo inteiraTe amando pleno, não de qualquer maneira.
Copyright © 2020 by Emanuel Galvão
All rights reserved.

*Foto by: Ana Cruz

POR QUEM OS SINOS DOBRAM (Raul Seixas)

Imagem
Nunca se vence uma guerra lutando sozinho Você sabe que a gente precisa entrar em contato Com toda essa força contida e que vive guardada O eco de suas palavras não repercutem em nada
É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro Evita o aperto de mão de um possível aliado, Convence as paredes do quarto, e dorme tranquilo Sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo
Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz Coragem, coragem, eu sei que você pode mais









MOTO-CONTÍNUO (Bruna Lombardi)

Imagem
Eu não sabia o que fazer, e abri a blusa.
Mais tarde eu ia dizer: foi sem pensar.
Ele me achou desnorteada, confusa,
Como acharia qualquer mulher que abre a blusa
E faz tudo que eu fiz só pra agradar.

HISTÓRIA DE FOGO (Juliano Beck de Oliveira)

Imagem
“A palavra oral não dá rascunho” já dizia o Manoel de Barros. Consiste esse aforismo na mais pura simulação da verdade de que se tem notícia. Não dá rascunho porque não engravida de livros, a palavra oral é despretensiosa, irresponsável, se dedica apenas aos deleites momentâneos, depois se esvai e raramente resta alguma prova cabal do ato consumado, quando muito uma marca de batom se o orador em questão for um tanto quanto descuidado.
Por sua vez, a palavra escrita... ah, essa costuma prostrar o leitor no papel e abusá-lo em todas as posições sintáticas que o termo é capaz de exercer. Não satisfeita, exige ser alçada aos confins do vento e, por declamação, eis meu poema na tua boca outra vez, latejando de sentido. E um ou dois enunciados não bastam, é hora de deitar novamente, pois a pena em riste não cessa de escrever, lançando em teu ventre o sêmen do gosto pelas artes verbais. Incontáveis são os artifícios literários urdidos para que se cumpra religiosamente a estética da conjunção…

"OLHO NU - IDEOGRAMAS OCIDENTAIS" (Tchello d'Barros)

Imagem
...................................
naked heye
mais luz do que o sol do meu céu só o som do seu sim


.........................


tem dia que tem sol tem dia que tem lua tem dia que ela

A FELICIDADE (Vinícius de Moraes, Tom Jobim)

Imagem
Tristeza não tem fim
Felicidade sim...

A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar.

O PALHAÇO (Emanuel Galvão)

Imagem
Ele não era um palhaço, Só queria ser feliz, Fazendo outros felizes. Queria sorrisos, só risos.

MAR (Paulo Leminski)

Imagem
aqui nesta pedra alguém sentou olhando o mar o mar não parou pra ser olhado foi mar pra tudo quanto é lado