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Mostrando postagens de Janeiro, 2013

ESSA QUE EU HEI DE AMAR... (Guilherme de Almeida)

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Mulher Caminhando Poto: Erian Stock Deviantart
Essa que eu hei de amar perdidamente um dia,
será tão loura, e clara, e vagarosas, e bela,
que eu pensarei que é o sol que vem, pela janela,
trazer a luz e calor a esta alma escura e fria.

E, quando ela passar, tudo o que eu não sentia
da vida há de acordar no coração que vela...
E ela irá como o sol, e eu irei atrás dela
como sombra feliz... —  Tudo isso eu me dizia,

quando alguém me chamou. Olhei: um vulto louro,
e claro, e vagaroso, e belo, na luz de ouro
do poente, me dizia adeus, como um sol triste...

E falou-me de longe: “Eu passei a teu lado,
mas ia tão perdido em teu sonho dourado,
meu pobre sonhador, que nem sequer me viste!”
(De Messidor, 1935)

XVII (Guilherme de Almeida)

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Eu em ti, tu em mim, minha querida,
nós dois passamos despreocupados,
como passa, de leve, pela vida,
um parzinho feliz de namorados.

E assim vou, e assim vais. E, assim, unida
à minha a tua mão, de braços dados,
assim nós vamos, como quem duvida
que haja, no mundo, tantos desgraçados.

Um dia, para nós - não sei... quem sabe? -
é bem possível que tudo isto acabe,
que sejas mais feliz, que eu fique louco...

Mas nunca percas, nunca mais, de vista
aquele moço sentimentalista
que te quis muito e a quem quiseste um pouco!

A IMPLOSÃO DA MENTIRA (Affonso Romano de Sant'Anna)

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Fragmento 1
               Mentiram-me. Mentiram-me ontem                e hoje mentem novamente. Mentem                de corpo e alma, completamente.                E mentem de maneira tão pungente                que acho que mentem sinceramente.
               Mentem, sobretudo, impune/mente.                Não mentem tristes. Alegremente                mentem. Mentem tão nacional/mente                que acham que mentindo história afora                vão enganar a morte eterna/mente.
               Mentem. Mentem e calam. Mas suas frases                falam. E desfilam de tal modo nuas                que mesmo um cego pode ver                a verdade em trapos pelas ruas.
               Sei que a verdade é difícil                e para alguns é cara e escura.                Mas não se chega à verdade                pela mentira, nem à democracia                pela ditadura.
Fragmento 2
               Evidente/mente a crer                nos que me mentem                uma flor nasceu em Hir…

ACHO MARAVILHOSO... (Ana Jácomo)

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AMOR INÉDITO (Cris Guerra)

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SOBRE O ANO NOVO (OU O PRÓXIMO DIA)

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Agencia Alagoas
La fora o sol já me sorria E o barulho dos carros e o despertador Convidando-me ao trabalho, confirmaria Que se tratava do segundo dia