AQUARELA (Dydha Lyra)




O caos interior, silenciosamente,
denuncia: acabou.
No colo,
os bilros do destino jogados,
rapidamente, sobre a almofada da vida,
pontilhada, sem arremates,
sangram sobre o linho e suas tramas.

O sonho e nós, distantes e tristes,
somos o desenho que persiste
da doce ilusão do querer.

Num vazio imenso,
descolorimos nossas vidas,
qual aquarela à luz contínua,
esmaecendo as cores,
(que juntos escolhemos um dia)
sem desamor, mágoa ou dissabores!

Copyright © 2012 by Dydha Lyra
All rights reserved.


Comentários

POSTAGENS MAIS VISISITADAS

Só quem vive bem os agostos é merecedor da primavera! - Miryan Lucy de Rezende

Gritaram-me Negra (Victoria Santa Cruz)

Felicidade Realista (Martha Medeiros)

Eu não gosto de você, Papai Noel!... (Aldemar Paiva)

A Reunião dos Bichos (Antônio Francisco)

Seol (Jorge Felix de Carvalho/Jürgen Von Felix)

Eu Te Desejo (Flávia Wenceslau)