Mulher Sem Limites (Romance de Flor) (Emanuel Galvão)

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Você já figura no meu coraçãoDescalça e sem roupa como num salãoTão bela e tão doce, mulher sem limitesQuem dera que fosse... E assim exististesDançando ao ritmo de minha pulsação.Não cabes em rótulos, por que caberias?Palavras ou versos, talvez te seduza...Então, só então, tu abras tua blusaE ardente, insana, tu permitiriasVolúpias intensas de terna paixão.Porque minha pele não te resistiriaEs bela não nego, sou tão negligenteForas apenas bela, mas és inteligenteNão encontro virtude que assim a alcanceMelhor te amar, assim de relanceSem ilusões, sem juras de amorRomance de flor, sem dor sem espinhoCaindo as pétalas, restará: odor e carinhoAssim em meu sonho, te possuo inteiraTe amando pleno, não de qualquer maneira.
Copyright © 2020 by Emanuel Galvão
All rights reserved.

*Foto by: Ana Cruz

Ventania (Verônica Ferreira)



Esse vento
Que entrou pelas janelas abertas
Vem de longe, muito longe,
Lá onde moram os sonhos.
Ele encheu a casa
De aromas da infância,
Cheiro de frutas
Cheiro de mar, de férias
E de algumas fragrâncias
Que não se encontra mais.
A força desse vento
Abriu algumas gavetas
Que estavam fechadas e esquecidas,
Espalhou pela casa
Fotos, papeis, recordações...
Deixando rostos queridos estampados nas paredes,
Além de aromas,
O Vento trouxe sons de antigas canções e vozes
Que se espalharam por toda parte.
Fui rodando pela casa inteira,
Movida por sua força,
Como se estivesse dançando
E atravessei paredes,
Entrei em lugares já vividos,
Encontrei-me com o ontem
Como se hoje fizesse sentido.
Parei na porta da saida
Mas, não vi a rua,
Olhei para dentro da casa
E entre fotos, papeis, recordações, brinquedos de criança,
Canções e aromas...
Lá estava "eu"
Encolhida num canto da sala,
Olhamo-nos profundamente
Como quem encontra um grande amor.



Copyright © 2018 by Verônica Ferreira
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