VERSOS MOLHADOS (Patricia Neme)



Respinga a lua seu olhar tristonho,
em gotas mansas beija o adormecer
dos versos, tantos… Que, por ti, componho…
E enquanto eu rimo, a noite faz chover!


Densa neblina no olhar do meu sonho…
É chuva, é pranto… Nem sei mais dizer…
E uma saudade, que jamais transponho,
molha as janelas deste meu viver.

E na vidraça vejo a minha imagem,
chora a vidraça… O choro é meu? Bobagem…
É a tempestade que já se avizinha.

Não mais escrevo, guardo meu caderno
e dou-me conta que chegou o inverno
de uma esperança, que morreu sozinha! 



Comentários

POSTAGENS MAIS VISISITADAS

'Somos queijo gorgonzola' (Maitê Proença)

PESSOAS VÃO EMBORA... (Marla de Queiroz)

Gritaram-me Negra (Victoria Santa Cruz)

TEM GENTE QUE TEM CHEIRO... (Ana Jácomo)

FICO ASSIM SEM VOCÊ (Abdullah / Caca Moraes)